Homem é condenado a 40 anos pela morte da enteada de 3 meses, em Ribeirão Preto, SP

Brasil
Jeferson Brendo Ramalho Cardoso foi a júri popular nesta quinta-feira (23). Defesa diz que vai recorrer e pedir nulidade por considerar que juíza induziu testemunhas às respostas. Acusado de matar a enteada de 3 meses, em Ribeirão Preto (SP), Jefferson Brendo Ramalho Cardoso vai a júri popular nesta quinta-feira (23)
Reprodução/EPTV
O ajudante de pintor Jeferson Brendo Ramalho Cardoso foi condenado, nesta quinta-feira (23), a 40 anos de prisão pela morte da enteada, Sophia Vitoria Oliviero Ramalho, de três meses. O caso aconteceu em 2021, em Ribeirão Preto (SP).
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O Tribunal do Júri decidiu, por 4 votos a 3, que o réu é culpado pelo homicídio em todas as qualificadoras:
meio cruel
recurso que impossibilitou defesa da vítima
feminicídio em contexto de violência doméstica e familiar (uma vez que Sophia estava registrada como filha dele)
Jeferson está preso desde o dia 26 de outubro de 2021. Ao g1, o advogado de defesa dele, Hamilton Paulino, informou que vai recorrer da decisão e pedir a nulidade do júri, por entender que a juíza infringiu o artigo 212 do Código de Processo Penal, que é quando se induz a testemunha às respostas.
No CPP, o artigo destaca que perguntas serão formuladas pelas partes diretamente à testemunha, não admitindo o juiz aquelas que puderem induzir a resposta, não tiverem relação com a causa ou importarem na repetição de outra já respondida.
Jefferson Brendo Ramalho Cardoso foi preso em outubro de 2021, em Ribeirão Preto (SP)
Reprodução/EPTV
A morte da criança
Sophia tinha três meses quando morreu, no dia 15 de outubro de 2021. Ela foi encontrada pela mãe, Bruna Neris, já desacordada, quando a mulher chegou em casa, depois de um dia de trabalho.
À época, a mãe da bebê disse à polícia que deixou a filha com o então companheiro em casa, no bairro Planalto Verde, por volta das 6h30, e foi trabalhar.
Por volta das 16h, ao retornar, ela revelou que encontrou a menina e Jeferson, dormindo um ao lado do outro. Ao se aproximar da criança, percebeu sinais diferentes no corpo dela, como boca roxa, gelada e corpo mole.
Uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionada e encaminhou a menina à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Oeste, mas Sophia já chegou sem vida.
Sophia tinha três meses quando morreu em Ribeirão Preto (SP), em outubro de 2021
Reprodução/EPTV
A Polícia Militar acompanhou o socorro e orientou a mãe a registrar um boletim de ocorrência. O delegado de plantão determinou que o corpo fosse encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML).
Questionado por policiais que atenderam a ocorrência, Jeferson contou que a bebê teria se engasgado com leite, mas o atestado de óbito consta que Sophia morreu em razão de trauma e fratura no crânio.
Antes de se entregar, uma semana após a morte de Sophia, Jeferson confessou para a então mulher que a menina havia caído.
Segundo Hamilton Paulino, advogado de defesa dele, a bebê teria escorregado das mãos de Jeferson durante o banho.
Sophia foi enterrada no dia 16 de outubro, em Bebedouro (SP). Durante o velório, houve confusão entre familiares da mãe e o padrasto, que apanhou após a versão dada por ele (que a menina tinha engasgado) ser contestada pelo atestado de óbito.
Atestado de óbito da menina Sophia assinado por médico em Ribeirão Preto, SP, aponta trauma e fratura de crânio
Reprodução
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